Mulher: gestora da família e dos negócios

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Mulher de muitas faces, muitas vozes, muitos jeitos. Mulher de muitas tarefas, de muitas responsabilidades e de muita força. Mulher que é gestora do tempo, da vida, da família e dos negócios. Conheça a história de mulheres que são inspiração de força e resiliência dentro do agro

O sol nasce e ela já está na lida. Já fez o café da manhã, já organizou o material da escola das crianças, já colocou a roupa na máquina e deixou os ingredientes do almoço no jeito. Correu para auxiliar na ordenha. Teve parto na fazenda e o cuidado com o recém-nascido é uma das funções dela. Colostrar, curar o umbigo e oferecer muito amor.

Ufa! É hora de acompanhar o plantio da lavoura e verificar se está tudo ok. Afinal, a semente no lugar do certo, do jeito certo é a base para um bom começo, e ela sabe bem disso. Ao chegar na sede, as tabelas de gestão aguardam por ela, assim como as panelas do almoço e a aula em EaD dos filhos. Nesse intervalo ela ainda precisa ir na cidade fazer as compras do mercado e pagar algumas contas. E acredite se quiser: ela consegue conciliar tudo e ainda dar atenção e amor para o marido e toda a família.

Essa história lhe parece familiar? Pode ser que sim. Afinal, detalhes dessa rotina narrada aqui são parte da realidade de milhares de mulheres do agro por esse Brasil afora, que conseguem, de forma surpreendente, conciliar todos os papéis e ser gestora da família e dos negócios.

Trechos aqui narrados também são parte da história da Luci e da Guiomar que vocês vão conhecer pelas linhas desse texto. Rotinas distintas, mas que apresentam algo em comum: a superação diária de ser a força e a delicadeza indispensáveis para a família e o negócio.

Resiliência: substantivo feminino

Ser mãe de 3 filhos, cuidar da casa, acompanhar a lavoura e ainda fazer salgados e quitandas para vender. Essa é a vida de Luci Machado. Mulher de garra, esposa e vitoriosa. A luta contra o câncer descoberto em 2013 foi só mais um momento da vida em que Luci teve que buscar todas suas forças, e com muita fé, fazer acontecer.

Sua voz suave e alegre demonstra a energia de uma mulher que tem muito orgulho do seu caminho. O “pedacinho de terra”, como ela mesma define, foi o que permitiu formar os 3 filhos. A mais velha, formada em matemática; o filho do meio, administrador; e o caçula, engenheiro agrônomo. Hoje, todos um tanto quanto distantes de casa, mas sempre juntos do coração. E Luci se orgulha em dizer que puderam, com a força do trabalho, oferecer estudo aos 3 filhos e realizar seu maior sonho: ver todos eles formados.

Hoje, as facilidades são inúmeras se comparadas a tempos atrás. E é isso que Luci nos relata. “Há 43 anos, não tinha os defensivos agrícolas e tecnologias que temos hoje. E nós não tínhamos condições de comprar os produtos. A gente ‘limpava’ a soja com enxada e a ajuda de um cavalo e duas capinadeiras. Eu e meu marido, cada um dirigia uma capinadeira. Era muito sofrido, mas era muito bom. Era um desafio. Todo dia a gente pensava: hoje nós vamos ‘tirar’ aquele pedaço. A gente lutava até chegar e limpar aquela parte, sabe? Era muito bom. As crianças eram pequenas e ficavam em casa. A mais velha cuidava dos menores, mas era muito bom pois a gente era muito unido”, comenta ela de forma saudosa.

Além da gestão da casa e da família, Luci sempre esteve presente na gestão das atividades da fazenda, e sempre colocou a mão na terra, literalmente, para tirar o sustento da família. E essa participação feminina no agro é algo que Luci acredita ser muito importante para todas nós. “Sempre gostei de participar das atividades da lavoura. Trabalhávamos juntos, e eu sabia de tudo. Sempre gostei de saber quanto gastava e quanto sobrava. E eu acho isso muito importante. A mulher não pensar somente dentro de casa, mas no todo”, ressalta Luci.

E foi muito importante para Luci esse seu envolvimento com toda a atividade desde sempre. Foi esse conhecimento sobre a gestão das contas e das atividades da fazenda que permitiu que, anos mais tarde, ela viesse a tomar frente dos negócios e continuar a plantar a lavoura, criar as vacas e os porcos, quando seu marido teve de sair para trabalhar a fim de aumentar a renda da família para finalizar a formação dos filhos.

A mulher do agro e seus desafios

Luci é um exemplo de mulher que trabalha ativamente na fazenda e vive dividida entre diversas funções. O cuidado com os filhos, com a casa, com a gestão dos negócios, do tempo e da família. Tudo se mistura em um período de 24 horas. É preciso se desdobrar. E para Luci, o cuidado da mulher com os filhos e o dom que temos com o cuidar, o tratar e o criar, reflete no nosso cuidado com as lavouras e animais.

O tempo passou, os filhos cresceram e o sonho de vê-los formados se realizou. Agora, Luci e o marido estão mais tranquilos. É como se sobrasse um pouco mais de tempo para fazer algo mais. E para Luci, esse algo mais é a produção de quitandas e salgados para venda. Seus dotes culinários também são motivo de alegria e, agora, de mais uma fonte de renda.

E é assim. Uma mulher, muitos dons, inúmeras funções e uma certeza: de que faz o que ama e está onde deveria estar.

Falar em desafio no agro é falar de Guiomar Bevilaqua. Mulher, mãe, sogra e avó. Gestora da família e dos negócios. Mulher de garra, Guiomar viu sua vida mudar drasticamente há pouco mais de 3 anos, quando chegou ao fim um casamento de 30 anos. Guiomar, com o apoio incondicional de sua mãe, decidiu se amar mais, buscar o melhor para ela e para a família. A partir daí, Guiomar e o filho passaram a tomar conta dos negócios da família e ela passou a ter um papel de maior destaque em todas as atividades das lavouras e dos animais.

E quando falamos em desafios, sabemos bem que organizar a rotina dividida entre essas tantas atividades pode ser um dos maiores desafios femininos. E, de uma forma bem prática, Guiomar descreve como organiza suas funções. “É questão de prioridade. O que, no momento, é mais urgente. Tem hora que a urgência é no plantio, e a gente pode deixar a casa pra limpar depois. A roupa a gente deixa dentro da máquina porque não dá tempo de estender, porque o maquinário quebrou e nós temos que plantar, faltou adubo ou faltou semente. A gente vai por prioridade. O que é mais importante naquele momento a gente faz. Não é fácil. Tem época que ficamos bem cansados e achamos que não vamos dar conta. Mas é gratificante, quando chega no fim e tudo acaba dando certo”, comemora ela.

A mulher desempenha papéis extraordinários dentro do agro. E para Guiomar, uma característica feminina que é diferencial é a calma e a paciência nas tomadas de decisão. “Se a gente está com um problema que a gente não consegue resolver no momento, a gente para, pensa, procura agir de outra maneira, até encontrar o ponto exato que contribua para que o problema seja resolvido sem estresse, sem nervosismo. O que sempre dá certo se a gente tem paciência e calma”, comenta ela.

Mensagem para elas: as mulheres do agro

“Eu diria para as mulheres do agro que lutem, que participem, que estejam sempre participando junto com o marido. Eu digo assim: que as mulheres participem e fiquem a par de tudo que acontece no agro. Quando nós mulheres participamos junto com nossos maridos e nossa família, nas decisões e em tudo mais, a gente se torna sujeito da história. É isso aí. Participar para se tornar sujeito da história”. (Luci Machado)

 

 

 

“As mulheres não devem ter medo. Se não está bem no emprego, se não está bem no casamento, se não está bem a vida, ela não deve ter medo de mudar. Porque a pessoa merece ser feliz. Toda pessoa merece um recomeço. De repente, se tu não está bem no que tu tá, deve começar de novo, ter coragem para enfrentar. E ter uma família que tu saibas respeitar, saiba valorizar. Porque a família é a base de tudo. As pessoas devem ter coragem. Tudo dá certo se a pessoa tem fé, coragem, família e Deus no coração”. (Guiomar Bevilaqua)

 

 

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A Roos é uma empresa que atua fortemente no ramo de sementes. Com seu centro administrativo localizado na cidade de Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, a  Roos desde 1963 vem colaborando com a agricultura brasileira. É a maior produtora de sementes de trigo e soja do Rio Grande do Sul e está entre as maiores do país.

Com um pacote tecnológico sofisticado, as sementes chegam ao produtor, com garantia através de muita pesquisa e tecnologia para entregar ao produtor sementes de alto vigor, com adaptação ao solo e ao clima de cada região.

Armazenagem e comercialização de grãos também é um forte da Roos, com 11 unidades de recebimento totaliza uma capacidade de armazenamento de 540 mil toneladas de sementes ou 9 milhões de sacas.

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