Mulheres em cooperação por um agro melhor!

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As mulheres, naturalmente, possuem o dom para cooperar. Além da cooperação como instinto feminino, algumas mulheres escolhem o cooperativismo do setor agro como carreira e mostram que quando essa atividade é feita com amor, quando existe interesse genuíno em ajudar alguém, essa vontade pode formar laços indestrutíveis  

Hoje, iremos conhecer Francimeire, que contará de forma breve seu lindo relato de vida e amor ao cooperativismo. Francimeire Holsbach é natural de Campo Grande – MS e atua com Cooperativismo Financeiro há 17 anos. Devido a sua carreira nessa área, Francimeire teve a oportunidade de trabalhar em Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e, agora, em São Paulo. 

Iniciou sua carreira como estagiária em uma cooperativa no Sul do Mato Grosso do Sul. Em sua atuação, ela atendia aos produtores rurais e, com o passar do tempo, foi se aperfeiçoando cada vez mais no segmento de cooperativismo, tornando-se gerente de carteira agro com atendimento exclusivo para produtores rurais. Logo após, tornou-se gerente de agência, sendo sempre direcionada a cidades com atividades agropecuárias. Para ela, sua experiência profissional e os cargos que teve contribuíram muito na sua relação com os produtores. 

Segundo Francimeire, uma grande dificuldade que sentiu no início de sua jornada com o cooperativismo foi para se conectar com o público.   

“Isso não aprendemos na escola nem na empresa. Com a prática em atividade aliada ao cooperativismo, aprendi a importância de entender as dores dos produtores para propor soluções adequadas. A partir desse momento, a chave virou e eu comecei a ser mais assertiva e ter melhores resultados na relação de negócios e atendimento ao público”. 

Francimeire conta que não veio de família de produtores. Entretanto, ela possui um grande vínculo pessoal e profissional com o agro. Um fato marcante para sua vida profissional foi a abertura de uma agência em Minas Gerais em outubro de 2019, pois ela se mudou para o estado sem conhecer ninguém no local. Assim que chegou, ela passou a visitar os moradores com o intuito de explicar como funciona o cooperativismo e também para iniciar o relacionamento com os produtores da cidade. E em janeiro de 2020, ocorreu a inauguração da agência com mais de 40 produtores como cooperados! Em março, Francimeire conta o momento crítico que passou devido ao início da pandemia e, com isso, veio o medo de tudo dar errado em relação aos cooperados e em toda a relação que ela e a agência tinham construído com eles. O que ela aprendeu durante esse período de pandemia, tornando-se uma grande lição, foi o fato dela se manter próxima dos cooperados e manter a comunicação com eles, mesmo não sabendo o que iria acontecer durante o período de pandemia. Contudo,  Francimeire conta com muito orgulho que em nenhum momento deixou os cooperados em desamparo e que esteve disponível caso eles precisassem de ajuda. Para ela, isso fez toda a diferença na relação entre a cooperativa e os cooperados daquela cidade.  

“Costumo dizer que o cooperativismo é um estilo de vida, além de ser uma forma de organização diante a sociedade. Quando existe interesse genuíno em ajudar alguém, essa vontade forma laços que não têm explicação e os negócios são consequência das relações. Acredito muito nisso, pois essa experiência com o cooperativismo me trouxe esse aprendizado. Em nove meses de operação em plena pandemia, o resultado contábil ficou positivo e foi um case de sucesso daquela cooperativa em Minas Gerais e na vida dos produtores. Esse é um claro exemplo da força do agro! Quando nos movemos em prol de trazer soluções para os produtores, o reconhecimento acontece. Tenho amigos naquela região até hoje e me orgulho muito de tudo que pude fazer com a ajuda das pessoas que acreditavam no mesmo propósito que eu.” 

Para Francimeire, as mulheres vêm se destacando cada vez mais no agro. E isso acontece devido às mudanças no mundo, estando cada vez mais colaborativo, afinal a mulher possui essa essência de colaboração em seu DNA. As mulheres estão a cada dia mais preparadas para os desafios do segmento agro e estão assumindo posições de liderança nas empresas que sempre foram ocupadas por homens e, principalmente, não estão deixando a desejar nos resultados. Francimeire cita as mulheres que estão assumindo as propriedades rurais e administrando negócios que por muitas gerações foram liderados por homens, sabendo que essas gestões femininas no campo têm proporcionado às mulheres o respeito por parte de todos dentro do setor. Francimeire acredita que isso tem feito a diferença. Para ela, as mulheres já estão à frente da maioria dos lares no Brasil, nas empresas e nas instituições, e isso é só uma questão de tempo para acontecer de forma mais expansiva. Competência essas mulheres têm de sobra! 

“Não serei uma mulher comum porque é meu direito ser extraordinária!” – Francimeire Holsbach. 

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Sobre o Autor

Engenheira Agrônoma, pós-graduada em Administração e Negócios (Unoeste).

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