O agro é delas!

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Não há mais dúvidas que a presença feminina cresceu e se expandiu no agro. Contudo, você já se questionou de como as mulheres fizeram para conquistar seu espaço em um setor que era predominantemente ocupado por homens? 

 

Para nos aprofundarmos na compreensão da jornada feminina no agronegócio, trazemos a história da Maria Zelma Gomes, que é mato-grossense, mas, atualmente, reside em Goiânia-GO. 

Maria Zelma cresceu acompanhando os pais, que são produtores rurais em atividades de manejo na cultura do milho e na lida com a pecuária. O agro foi tão presente na vida dela, que a mesma declara que em suas lembranças e origens, carrega o agronegócio. 

Diante dessa inspiração, Maria Zelma fez faculdade de Gestão Ambiental, pós-graduação em Gestão da Qualidade e, atualmente, possui vasta experiência por atuar há 10 anos no mercado de trabalho do agronegócio. Hoje em dia, ela trabalha com assistência técnica para projetos socioambientais para produtores rurais de todo o Brasil. 

A grande inserção feminina no mercado de trabalho do agro deve-se também ao empenho das próprias mulheres para desenvolverem suas softs e hards skills com competência, dinamismo e profissionalismo. Com Maria Zelma, não foi diferente.  

Estudei muito e buscava colocar o máximo do que eu aprendia em prática. Meus colegas e familiares sempre me indagam: ‘Você não vai parar de estudar?’, no entanto sempre recebi apoio de todos.


Em relação às dificuldades, Maria Zelma destaca que ainda é uma realidade presente em sua vida. “No entanto,
em momento algum deixei que isso me fizesse desacreditar do que eu seria capaz de realizar como profissional”, comenta. 

A persistência em não desacreditar de si mesma a ajudou para que as oportunidades viessem e isso serve de exemplo para inspirar outras mulheres que dividem desafios similares dentro do setor. “Atualmente, vejo que muitas mulheres saem de funções de ‘suporte’ dentro das empresas, para assumirem funções de liderança, e isso já é um grande avanço, apesar do longo caminho para atingir o equilíbrio em direitos e oportunidades para as mulheres dentro das organizações”, declara Maria Zelma. 

Além de conquistarem seu espaço no agro, as mulheres também buscam o reconhecimento de suas atividades. Para obter tal sucesso, temos a ajuda do próprio comportamento feminino, que nos possibilita reagir diante dos problemas pessoais e profissionais de modo responsável e empático. “As mulheres deixaram de ser uma figura secundária nas empresas. Agora elas possuem voz ativa para liderar com maestria diversas atividades do agro, e isso se dá por causa das competências femininas e seus valores humanos.” ressalta ela.  

O conhecimento e o profissionalismo gerado pelas mulheres são extremamente importantes. Somos capazes de gerir desde fazendas até qualquer outro negócio rural. Contudo, ainda são necessárias ações que contribuam para o fortalecimento e a consolidação das mulheres rurais dentro das organizações. 


A caminhada é longa, porém, as mulheres sabem que não estão trilhando essa jornada de sucesso sozinhas. Juntas, estamos criando uma geração de mulheres que atuam no agro por amor e respeito a suas histórias, a suas raízes agrárias, por competência profissional e grande habilidade interpessoal. 
 

O agro é delas! Você ainda tem dúvidas disso? 

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Sobre o Autor

A Rede Digital AgroMulher nasceu com o propósito de gerar resultados por meio da democratização de informações de qualidade e, assim, promover o crescimento de profissionais ligados ao agronegócio.

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